Wednesday, August 01, 2007

o que eu também não entendo...


Nunca me ocupei com amores... sempre achei desnecessário esse tipo de preocupação.

Mas de todas as coisas que já vivi, um caso em especial me fez pensar diferente... quis mudar o rumo que minha vida havia levado!

Começou com um cigarro aceso na minha mão. E eu de pé na frente da janela observando o caos da rua à minha frente. Eu estava observando sem nenhuma atenção... foi quando eu vi um homem se deslocar como se rastejasse para se esconder.

Olhei bem para ele... guardei sua feição com atenção como quem guarda as feições dos pais quando se é criança e tem medo de se perder.

Logo eu me atentei pro cigarro novamente. Precisava do bem estar que ele me proporcionava... mas o som da campainha cortou meus afazeres!

Incrivelmete voltei a ver a feição que eu decorei a minutos atrás! Trêmulo... assustado... mas com o que?

E quando voltei aos pensamentos mais lúcidos... me dei conta de que ele bebia meu gin, fuma um dos meus cigarros e se apossava da vista da minha janela! Ao Chegar perto, pude sentir a respiração quente que ele tinha! Consegui ouvir os batimentos cardíacos... e aquilo tudo me intrigava de uma forma surreal. E ao me aproximar mais, ele se virou. Olhou dentro dos meus olhos, me paralisou completamente... e disse que não tomaria muito do meu tempo. Só ficaria alí o tempo suficiente pra descobrir os dois extremos... o desdém que se via nos olhos discriminador das pessoas... e a paixão que enlouquecia até mesmo os mais lúcidos!

Observando minha janela... ele viu que a discriminação era constante a todos! Os que sofriam, passavam pra frente, achando que assim se igualariam aos "nobres". E que não tinha como mudar isso... era mais fácil aprender a conviver e seguir sem passar a diante do que deixar extinto!

Ao se cansar, sentou-se a meu lado, novamente olho em meus olhos e disse que a paixão, mesmo que demore muito a descobrir, entendeu que começa da forma mais simples... e enlouquece as pessoas porque é coisa passageira...

Levantou-se, dirigiu-se até minha porta e antes de sumir no mundo balbuciou:

- Se fosse verdadeiro... não enlouqueceria... se fosse verdadeiro, seria amor!




Até mesmo os mais céticos procuram viver a veracidade do amor!


2 comments:

Aninha said...

sou adepta do amor livre.

;)

Amanda said...

"se apossava da vista da minha janela!"...

e se apossava de muito mais.. pouco a pouco.. sem ao menos ser perceptível..!!!

a fresta da paixão permite uma vista mais restrita do que a janela aberta pro verdadeiro..!!!

o amor é verdade?!
verdades são relativas...